(5 February 1932 - 2 November 2006)
José Cunha é um daqueles tesouros de Deus que, vez ou outra, vem a nós com uma missão. Sua incumbência é ensinar a nós o que é o amor. Para cumprir o desígnio divino, ele enveredou pelo caminho da generosidade.

José nunca se coloca à frente de nada. Ele já é um ente evoluído, e sabe que não há melhor pedagogia que o exemplo. E, por isso mesmo, com sua humildade, ele é o centro, o coração, de todas as comunidades das quais participa. Família, amigos e mesmo inimigos socorremo-nos dele, quando despertamos a preservar algo maior que nós mesmos.

Com sua temperança, José sempre nos conforta com o justo amoroso. Quando a fraqueza assola-nos, lançamo-nos desesperadamente à segurança do seu corpo, como se pudéssemos alcançar as estrelas cadentes. Nesse momento, José não nos desampara e, tal como o Sol, sua alma acalenta-nos com sua sabedoria. Se não conseguimos seguir adiante, é porque estamos cegos diante de José, e porque precisamos voltar ao Seu Zé.

Um recado final para Você que, gentilmente, interessou-se por essas singelas palavras: se ainda duvidas sobre a capacidade deste redator em articular a norma culta, Você tem razão, mas apenas em parte. Este redator de fato não domina a nossa língua. Entretanto, o tempo verbal adequado a José é mesmo o presente do indicativo. Sua existência transcende a matéria. Não se pode dizer que Seu Zé é lembrado, porque, de verdade, ele não pode ser esquecido.

Com amor.